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Alunos da FGV integram diálogo internacional do BRICS no Museu do Amanhã

Evento inédito no Brasil reuniu estudantes para debater sustentabilidade, cooperação global e o papel da juventude na agenda do BRICS

Realizado pela primeira vez no Brasil, o “BRICS Youth Dialogue” é uma iniciativa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) que visa engajar jovens em discussões sobre temas estratégicos alinhados à agenda do BRICS. A atividade integrou a participação ampliada dos EAU na Cúpula de Líderes do bloco, refletindo o compromisso do país em fortalecer os laços multilaterais e promover o diálogo intergeracional entre seus membros.

A edição brasileira ocorreu em 3 de julho, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, reunindo 40 estudantes de quatro universidades brasileiras. O encontro teve como foco o futuro da cooperação internacional, a sustentabilidade e o papel da juventude na construção da agenda global. Doze alunos da Fundação Getulio Vargas (FGV) foram selecionados pela Diretoria Internacional (FGV DINT) para representar a instituição, participando ativamente dos debates e das trocas de experiências.

A sessão foi conduzida por Sua Excelência Saeed Al Hajeri, ministro adjunto para Assuntos Econômicos e Comerciais e Sherpa dos EAU no BRICS, e pelo embaixador dos EAU no Brasil, Saleh Al Suwaidi. Em seu pronunciamento, o ministro Al Hajeri ressaltou que o evento reflete “a profunda convicção dos Emirados Árabes Unidos de que a cooperação multilateral deve incluir as vozes, ideias e aspirações das novas gerações.” Segundo ele, “os jovens não são apenas líderes em potencial, mas parceiros fundamentais na construção das soluções urgentes que o mundo exige atualmente.”

Verônica Arantes, aluna do curso de Ciências Sociais da FGV, descreveu sua participação como uma experiência profissional única: “o encontro proporcionou um espaço privilegiado de networking e permitiu compreender, na prática, o funcionamento das relações diplomáticas. Tivemos a chance de dialogar diretamente com o embaixador dos Emirados Árabes Unidos no Brasil e fazer perguntas construtivas sobre a atuação internacional do país”, destacou.